Published with Blogger-droid v1.6.8
15 de maio de 2011
Crónica Piroseira
Crónica piroseira!
Drama de Sexta Feira....
Ansiedade acumulada
Frustração extravasada
Copos retintos,
Corações famintos,
Caça implacável
Doença Incontestável.
Crónica Piroseira!
Terror de Sexta Feira...
Coragem acumulada,
Tudo para nada.
Negação Convincente,
Cerveja envolvente,
Se bem me lembro,
Frio de Dezembro...
Crónica piroseira!
Tristeza semanal,
Climax à Sexta-Feira
Semana banal
Se bem me lembro
Não me rendo!
Frio da Negação,
Redundante Não,
Crónica Piroseira!
Porque me fazes esperar?
Porque me fazes esperar?
Por outra Sexta Feira...
Poemas da Boca para as Apês
14 de maio de 2011
Patton
"Patton" intro
Directed by Franklin J. Schaffner
Produced by Frank McCarthy
Screenplay by Francis Ford Coppola
Edmund H. North
Edmund H. North
Story by Ladislas Farago
Omar N. Bradley
Starring George C. Scott
Karl Malden
Michael Bates
Karl Michael Vogler
Karl Malden
Michael Bates
Karl Michael Vogler
20th Century Fox, 1970
11 de maio de 2011
Felismino Homem dos Campos (WIP)
Felismino Homem dos Campos é um tipo cheio de contradições. O dia em que nasceu fez-se noite duas vezes e sabe que no dia em que morrer o sol se apagará para sempre.
Felismino nunca foi feliz, nem sabe se ao mudar o nome o será; certo é que desde novo foi chamado "o agricultor" sem nunca ter visto o campo.
Passa as tardes nos cafés da baixa, estilo nouveau-chic de óculos encafuados no nariz, em pose de análise, verificando as moças que atravessam a praça com o rio em vista. Come moelas e caracóis, bebendo um ou dois finos, diletante desocupado, bem vestido e desempregado.
Felismino não é um homem qualquer. Na sobriedade do pós almoço, na qualidade daqueles que vão dormitando para o trabalho, ele, revigorado após a noite da socialite mais ou menos pelintra das revistas cor de rosa, impõe-se na cadeira com o figurão de general, ainda não tanto entradote, que todos querem ser, mas que ainda não se esforçaram por conhecer. É, portanto, um fantasma.
Tem um daqueles cursos superiores, engenheiro de potes ou de qualquer outra coisa que não tem realmente interesse factual para a sociedade, que do seu alto intelectual de um metro e oitenta lhe confere a autoridade moral de julgar quem passa, e como tal obviar a sua superioridade exemplar perante a rés que calcorreia as avenidas da sua metrópole.
Felismino é um não ser, tanto quanto a premissa "cogito ergo sum" o deixa ser.
Passa as tardes nos cafés da baixa, estilo nouveau-chic de óculos encafuados no nariz, em pose de análise, verificando as moças que atravessam a praça com o rio em vista. Come moelas e caracóis, bebendo um ou dois finos, diletante desocupado, bem vestido e desempregado.
Felismino não é um homem qualquer. Na sobriedade do pós almoço, na qualidade daqueles que vão dormitando para o trabalho, ele, revigorado após a noite da socialite mais ou menos pelintra das revistas cor de rosa, impõe-se na cadeira com o figurão de general, ainda não tanto entradote, que todos querem ser, mas que ainda não se esforçaram por conhecer. É, portanto, um fantasma.
Tem um daqueles cursos superiores, engenheiro de potes ou de qualquer outra coisa que não tem realmente interesse factual para a sociedade, que do seu alto intelectual de um metro e oitenta lhe confere a autoridade moral de julgar quem passa, e como tal obviar a sua superioridade exemplar perante a rés que calcorreia as avenidas da sua metrópole.
Felismino é um não ser, tanto quanto a premissa "cogito ergo sum" o deixa ser.
Published with Blogger-droid v1.6.8
10 de maio de 2011
Sei lá qual é o título do post... AKA Homem a pensar alto interrompido à porta de casa
Escreve a pena os dedos que manuseiam
Palavras que nada servem, papeis que receiam
Conceitos abstractos, os quais se questionam
Se na existência que lhes dão funcionam?
Porque escrevo eu, se quem quer ler não me quer
E se quem eu quero não me lê?
Palavras são como imagens em movimento
Em moléculas de filme são só um fragmento
São frases de átomos indivisíveis na sua essência
Sujas no âmago da sua transparência.
Porque vejo eu, se quem me quer ver não me quer
E se quem eu quero não me vê?
Desdenha a caneta linhas em traço permanente
Continuas na sua interpretação do presente.
Revelam oníricas vinhetas ao quadrado
Ou um qualquer projecto inacabado.
Porque falo eu, se quem me quer ouvir não me quer
E se quem eu quero ouvir nada tem para me dizer?
E o que interessa isto tudo?
Nada... Portanto... Ah bom, até que pode ter algum interesse. Será que tem? Não, realmente não tem... E então porque escreves? Hum... Boa pergunta... Só por que sim... Ah bom, então. Ok, ok, ok... E que tal vai a vida então? Andando... Ah bom. E tu? Também. Porreiro! Moras aqui agora? Sim, sim... Já neste prédio. Que porreiro! Ficas mesmo no centro... Sim, dá jeito. Porreiro... Bem, tenho de ir. Ok! Bom jantar então... Até à vista. Abraço. Fica bem...
9 de maio de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)




