Nesses teus olhos castanhos de castanho esverdeado
Num jeito meio tímido e fechado como te percebo
No fogo desse cabelo de rubi que ensejo.
Em ti,
Sorrio...
26 de novembro de 2011
Fui esse miúdo, de ilusão em vela cantada
Pelos mares da mente, sonho encrespado
Nas marés da noite, na noite dos tempos
Atravessei os campos, criatura alada
E as searas cantaram à luz da lua iluminada
Nos vales os rios que corriam a destempo
Acariciavam-me só, certeza eterna.
Sou este som que se afaga,
Sou este ser que se apaga.
Sou este ser que já não é,
Sou um resquício de uma fé.
25 de novembro de 2011
Fica tudo por dizer...
Não interessa mais.
Um mundo por nascer,
Indiferente dos demais.
Ficam sorrisos por rir,
Murmúrios por soletrar,
Canções por ouvir,
Carinho por dar.
Fica tudo por dizer...
Não interessa mais...
O sol beija-me a face com calor por entre os vidros orvalhados do carro, por muito que não queira, encandeia-me os olhos, embaciados.
Saí de casa apressado, mais um dia que começa, um cigarro que se acende em jejum, vidro do carro bem aberto, rádio desligado e o frio a entranhar o cachecol, em contraciclo com o aquecimento do carro que tenta desesperadamente limpar o pára-brisas.
Mais um dia que começa, lindo, glorioso, azul em sombras, amarelo de luz, e um sfumato a fulminar as obras na rua.
Amanhã também vai ser assim, a não ser que... chova.
Mas também não interessa mais...
18 de novembro de 2011
And it seems I went lost for words... can't seem to find'em, so no posts until better or worst days...
I must not fear. Fear is the mind-killer. Fear is the little-death that brings total obliteration. I will face my fear. I will permit it to pass over me and through me. ... And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.