19 de abril de 2011
18 de abril de 2011
17 de abril de 2011
Nada
São dias, são repetições
São noites, é solidão
São manhãs, são ilusões
São tardes, é sofreguidão
E semana após semana
Mês ao fim dos três
Nada… (Porra!)
Poemas da Boca para as Apês
Poemas da Boca para as Apês
Noite
Um gole inusitado em volúvel inépcia
Vidro verde que apaga o cromatismo
Afaga o cheiro, reserva a inércia
Uma queda infindável no abismo
São paredes brancas marcadas em fumo
Rabiscadas de histórias por contar
Um perfume que exala cigarro de enrolar
Migalhas de caminhos sem rumo
São estantes do Ikea iluminadas por uma vela
Ou a luz pendurada na parede, amarela
O sofá laranja onde me rendo
A contos que vou relendo.
Televisão apagada, um livro na mão
Subo as escadas da minha solidão
Dispo réstias de ilusão
Afago o meu ser em nuvens de tecido
Em escuridão consumível na servidão
Veludo sensível em dose de comprimido
Morro em pedaços de depressão…
Boa noite e até amanhã…
Poemas da Boca para as Apês
Poemas da Boca para as Apês
Fada Verde
Corre ébrio nos canais,
Soçobram vasos nos tampos,
Morrem as demais,
Repousam nos recantos.
Ressoando dos dedos,
Vozes entoando,
Os risos troando,
Canções cantadas a medo.
Retumbam os tombos,
Mortos chocam em pleno ar,
Risos desengonçados,
Mastigam os lombos,
Branco a escorregar,
Membros disfarçados,
Arrumam o vidro no chão,
Para não partilhar.
O branco do esquecimento
Coloca uma intromissão,
Perde-se o momento
Pede-se recordação…
16 de abril de 2011
15 de abril de 2011
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